estações.
desmancham-se as primaveras no meu corpo. a saudade cai como as folhas vermelhas de outono que pesam na memória. vejo-as correr pela janela da vida, como um vislumbre de outro desses finais de tarde submersos em cigarros e conversa. sem tempo.
desfazem-se os relógios em recordações, em horas presas ao que hoje não existe mas deambula pelas pontas do desejo. nos lençóis ainda se escreve a tua ausência, com sonhos o teu corpo e num suspiro o teu beijo.
abraço-te por fim. esse momento que não foi mais que uma doce alucinação.
Daniela
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18:00:18