efémero.
O mundo lá fora gela. Mas aqui o cigarro é quente, a madeira e as palavras estão sobre a mesa. A mesa sustentando um cinzeiro onde jazem, já, alguns restos de noite. Ela também está cá dentro, tão presa a nós como o transe que começa a fazer efeito.
Existe um homem recostado no canto do café. Tem uma expressão fria, sem enfase, nem contraste. É bom, é muito distante. Nos olhos parece trazer memórias de outros corpos invisiveis.
Já sinto aquela distância do meio. Não vejo, nem sinto.
A noite acaba aqui.
Existe um homem recostado no canto do café. Tem uma expressão fria, sem enfase, nem contraste. É bom, é muito distante. Nos olhos parece trazer memórias de outros corpos invisiveis.
Já sinto aquela distância do meio. Não vejo, nem sinto.
A noite acaba aqui.
Daniela e Diana
17-02-2007 Segóvia, Espanha