sem título II
não sabes quantos poemas escrevo para ti;
nem quantas palavras cravo no meu peito
cada vez que espero a tua silhueta no escuro do quarto.
tu não sabes quantos dias passo junto de uma imagem tua
decorando o desenho do teu rosto,
as linhas que se torcem nas tuas mãos.
os teus lábios, desenho-os quando te toco.
o teu calor sinto-o quando me abraças, de noite.
só de noite.
nem quantas palavras cravo no meu peito
cada vez que espero a tua silhueta no escuro do quarto.
tu não sabes quantos dias passo junto de uma imagem tua
decorando o desenho do teu rosto,
as linhas que se torcem nas tuas mãos.
não espero um dia ter-te, apesar de sonhar
com o teu toque todas as noites.
os teus dedos, imagino-os a escorregarem-me
pelas maçãs do rosto deixando mensagens
os teus lábios, desenho-os quando te toco.
o teu calor sinto-o quando me abraças, de noite.
só de noite.
de ti, sei apenas o teu nome e todos os contornos.
de ti, sei de cor os movimentos ondulantes do teu cigarro.
o meu desejo por ti é estranho, tal como tu.

Daniela
Posted by in 21:39:25
“Não sabes…”
As palavras que não há que não tenha dito, chorado.
As palavras que já me arrependi de ter pensado.
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